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Tendo sido largamente utilizadas, nos finais do século passado, até ao surgimento do betão armado, as construções metálicas declinaram a partir desse momento. Contudo, assiste-se hoje em dia a uma nova implementação deste tipo de construções, processo este já banalizado em outros países europeus mas que em Portugal ainda tem de superar algumas barreiras. Integrados num país bastante tradicionalista, os utilizadores portugueses não aceitam facilmente novas soluções sem antes observarem demonstrações palpáveis das suas potencialidades.
Esta resistência à mudança deve-se principalmente à forte tradição de utilização do betão e do tijolo em todos os tipos de construções e também ao desconhecimento das características e capacidades de outros processos de edificação. Isto acontece apesar de os materiais usados tradicionalmente mostrarem ser bastante deficientes tanto na impermeabilização como no isolamento térmico e acústico. Adicionalmente, exigem um enorme emprego de mão de obra sendo muitas vezes de difícil manuseamento e demorada finalização.
No entanto, hoje em dia, a situação parece alterar-se e em geral existe uma maior preocupação em reduzir os tempos de construção garantindo, ao mesmo tempo, elevados níveis de segurança. Também, tanto os construtores como os proprietários revelam-se mais conscientes da necessidade de reduzir os custos de manutenção dos edifícios e de os tornar mais confortáveis mantendo no seu interior temperaturas agradáveis e diminuir os níveis de ruído provenientes do exterior. Inclusivamente, nestes últimos aspectos, existe já legislação específica que procura regulamentar a construção de forma a conferir melhor qualidade de vida a quem adquire um dos bens mais importantes do ser humano: A Sua Casa.
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